Natal tem mutirão de mudança de nome no registro civil


Neste 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans, transexuais e travestis poderão se cadastrar para alterar o nome no Registro Civil em um mutirão com profissionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Organizado pela Associação das Travestis Reencontrando a Vida do RN (Atrevida), o VII Ato de Visibilidade Trans acontece das 14h às 23h no Galpão Multiuso da Cidade da Esperança, em Natal.


Além do mutirão, estão programadas para o ato testes rápidos de HIV, oficinas de prevenção e de maquiagem, discotecagens e shows. No local, também haverá distribuição de preservativos, além de barracas com artesanato, comida e bebida à venda. Esta é a segunda parte do ato, que começou na sexta-feira (27) no bairro Cidade Alta.

“A gente está no caminho certo, através desse mutirão”, afirma Jacqueline Brasil, fundadora da Atrevida RN e organizadora do evento. Ela conta que quer reproduzir em Natal a experiência de bem-sucedida de São Paulo, “porque são muitas meninas nos procurando pra saber se podem ter o nome alterado nos documentos”, diz.
Mudança de nome
Emilly de Souza foi uma das primeiras potiguares trans a conseguirem mudar de nome no Registro Civil, mesmo sem ter feito cirurgia de mudança de sexo. Ela teve que passar por três anos e meio de exames e decisões judiciais para conseguir a mudança. Na certidão de nascimento dela, consta o nome escolhido e sexo feminino, e não há menção à transexualidade.

“Quando nós nascemos trans, acabamos ficando sem cidadania. Às vezes eu tinha até medo de entrar no banheiro, como é que eu ia provar que eu era mulher oficialmente pro estado, não é? Já cheguei a dizer ‘Olhe, eu sou essa pessoa que está no documento mas me chame de Emilly, e faziam questão de dizer ‘Ô rapaz que está sentado aí, ô fulano’, bem alto, eram vários constrangimentos”, conta Emilly.
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