Prefeito de Jaçanã publica esclarecimento sobre corte de terra


O Prefeito de Jaçanã , Professor Oton Mário (PSOL) usou sua rede social para emitir esclarecimento e deu sua versão sobre o corte de terra realizado nas propriedades rurais do município. 


Na nota o gestor reconheceu que dois tratores não atendem a demanda mais frisou que o trabalho dos tratoristas está sendo constante.

"É claro que dois tratores não atendem a toda a demanda em tempo hábil, mesmo porque são muitos agricultores que solicitam o serviço e o corte este ano começou bem mais cedo do que o habitual. Entretanto, os nossos tratoristas não param um dia sequer e todos os agricultores que procuraram a Secretaria de Agricultura têm sido atendidos gradualmente, observando-se a lista de solicitações."  disse 


No esclarecimento publicado na tarde deste domingo o Prefeito relembrou que uma das denuncias feitas durante o processo de cassação foi justamente sobre a contratação de tratores para realização do corte de terra.

Foto da denuncia 








Confira abaixo o que disse o Prefeito :





ESCLARECIMENTOS SOBRE OS CORTES DE TERRAS

Como todos sabem, no ano passado, eu sofri uma tentativa de golpe, quando a oposição (desde então unida) queria a todo custo me tirar da prefeitura e promover o meu impeachment. Uma das principais denúncias feitas pelo denunciante foi a de que "eu devia perder o mandato de prefeito porque nos dois últimos anos eu tinha promovido o corte de terras para agricultores sem processo de licitação", ou seja, eu tinha mandado cortar as terras dos agricultores contratando tratoristas locais sem processo licitatório e isso, no entender dele, não podia acontecer. 

Naquelas duas ocasiões eu estava amparado pelo Decreto de Calamidade pela Seca instituído pelos governos federal e estadual que, por causa disso, dispensava a licitação. Estava tudo certo, mas a maioria dos nobres vereadores acatou a denúncia na época e todos já sabemos o que aconteceu depois.

Este ano, para não correr o risco de sofrer com novas denúncias, resolvemos cortar as terras dos nossos agricultores utilizando os tratores da nossa própria frota municipal. Para tanto, consertamos os dois tratores da Prefeitura (que estavam sucateados) e desde meados de janeiro os cortes de terras têm sido feitos com eles, através de tratoristas do quadro efetivo.

É claro que dois tratores não atendem a toda a demanda em tempo hábil, mesmo porque são muitos agricultores que solicitam o serviço e o corte este ano começou bem mais cedo do que o habitual. Entretanto, os nossos tratoristas não param um dia sequer e todos os agricultores que procuraram a Secretaria de Agricultura têm sido atendidos gradualmente, observando-se a lista de solicitações. Claro que tratores são máquinas e máquinas quebram. E quando quebram têm que ir para o conserto, e indo para o conserto demoram alguns dias nas mãos dos mecânicos. Por isso, infelizmente alguns agricultores têm esperado pelo serviço mais do que gostariam.

E por que a Prefeitura não fez processo de licitação para cortes de terras este ano? Porque licitação é um processo muito demorado e burocrático e para ganhar uma licitação dessas teria que ser uma empresa que trabalhasse com esse serviço (pessoa jurídica). Em nossa região não tem empresas que trabalhem com esse tipo de serviço e para virem de longe não compensaria os gastos que elas teriam. Além disso, os sistemas com os quais trabalhamos estavam em manutenção e só estiveram disponíveis no final do mês.

Os cortes de terras em gestões anteriores eram feitos da mesma maneira que fizemos em 2017/2018, só que na época deles tudo podia, ninguém denunciava nada e nem colocava processo para tirar prefeito. Já na minha gestão...

Fácil é ir para os meios de comunicação atacar, xingar, ofender, mentir... Difícil é procurar os setores responsáveis e saber os reais motivos das decisões que são tomadas.

Resumindo, foi isso: não houve contratação de tratoristas este ano para os cortes de terras porque não gostaríamos de enfrentar novas denúncias dessa natureza nem sofrer outro processo de impeachment por causa disso. Outro motivo é que o decreto de calamidade pela seca, que nos amparou em anos anteriores, este ano ainda não foi editado.

Dessa forma, se não estamos atendendo aos nossos agricultores a contento, certamente não estamos deixando de prestar o serviço, ainda que dentro das nossas possibilidades.




Parte do conteúdo dessa matéria foi retirado do Facebook 

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.