Experimento pretende expandir área cultivável de maracujá no RN



Um estudo desenvolvido em parceria entre Emater-RN, Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), IFRN de Currais Novos, Senar-RN e Sebrae poderá, em pouco tempo, ser responsável pelo aumento na área cultivável do maracujá no Rio Grande do Norte. Trata-se da enxertia de duas espécies da planta: a do tipo amarelo e a canapu.

O maracujá do tipo amarelo, o mais comercial entre as espécies, não encontra nos solos da região litorânea e no Alto Oeste do estado as condições favoráveis de cultivo por ser atingido nesses locais por uma doença chamada fusariose, provocada por um fungo que ataca as raízes da planta. Já o maracujá tipo canapu é resistente ao fungo, mas seu fruto não é comercial.

“Utilizamos as sementes do maracujá canapu que, ao brotarem e virarem mudas, através da técnica de enxertia, inserimos a muda do maracujá amarelo”, explicou o técnico da Emater-RN, Aderson Soares, assessor de fruticultura da instituição. Ou seja, a parte que estará em contato com o solo é resistente, mas o fruto que brotará é o mais comum e comercial para o produtor.

Atualmente, são os maiores produtores do maracujá no estado os municípios de Jaçanã e Coronel Ezequiel, com produção estimada de 200 hectares, representando uma média de 3 mil toneladas por ano da fruta. A Serra de Santana, como os municípios de Lagoa Nova e Cerro Corá, também desponta como grande produtora de maracujá no Rio Grande do Norte.
Fonte: Assecom/RN

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