Veja quanto o trabalhador vai receber de grana extra do FGTS



Os trabalhadores com saldo positivo na conta do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em 31 de dezembro do ano passado devem receber um rendimento de 6,18% sobre a grana.

O percentual corresponde ao rendimento anual do fundo mais o lucro de 2018, que será dividido integralmente com os trabalhadores que têm conta vinculada. O balanço, em análise pela Caixa, mostra que o lucro do ano passado foi de R$ 12,2 bilhões.

As contas do FGTS rendem 3% ao ano mais TR (Taxa Referencial), que segue zerada. Com a distribuição do lucro, segundo o Ministério da Economia, o rendimento do fundo em 2018 deve ser de 6,18%, superando a poupança, que rendeu em torno de 4,55%.
É a terceira vez que o lucro do fundo é distribuído entre os cotistas. A política de distribuição foi implantada no governo Temer, mas a divisão era de metade dos resultados. Agora, todo o valor será distribuído entre os trabalhadores. Em 2016, foram divididos R$ 7,2 bilhões e, em 2017, foram R$ 6,23 bilhões.
A Caixa tem até 31 de agosto para fazer o crédito nas contas do FGTS. A consulta aos valores parados no fundo pode ser feita pela internet ou por telefone. Veja mais abaixo como consultar.
A grana do fundo não pode ser sacada, a não ser nas situações previstas em lei, como para compra ou financiamento da casa própria, na demissão sem justa causa e em casos de doenças graves, como o câncer.
Saques
Medida provisória do governo Bolsonaro de 24 de julho autorizou o saque de até R$ 500 para todos os trabalhadores que têm contas vinculadas no FGTS, ativas e inativas. A grana será liberada entre setembro deste ano e março de 2020.
A MP também ampliou as opções de saque, permitindo que o trabalhador possa fazer retiradas anuais. A modalidade foi batizada de saque-aniversário e entra em vigor a partir de abril do ano que vem. Quem optar por este tipo de saque terá que abrir mão, por dois anos, de sacar todo o saldo do fundo em caso de demissão sem justa causa. Neste caso, o profissional continuará apenas com o direito de retirar a multa de 40% paga pela empresa sobre o saldo depositado na conta.
Aproveitar a oportunidade de sacar o dinheiro do fundo exige análise cuidadosa. É o que orientam especialistas em finanças. Criado em 1966, antes do seguro-desemprego, o FGTS é uma espécie de poupança do trabalhador, que serve de garantia no caso de demissão ou de uma doença grave.
“O ideal é que o dinheiro não seja utilizado para o consumo e que seja investido como uma reserva de emergência para eventualidades que evitem que a pessoa entre no cheque especial”, diz Alexandre Amorim, planejador financeiro e gestor de investimentos da Par Mais.
“A tendência de quem adotar o saque-aniversário será usar o dinheiro como um 14º salário, pagando as contas ou estimulando novos gastos que fogem do orçamento. Porém, essa não é a função do FGTS”, ressalta Amorim.
“Para as pessoas que estão em dúvida se compensa ou não sacar agora é válido pensar em qual será a destinação deste dinheiro que está guardado e caso este motivo não seja de necessidade imediata, retirar o valor integral daqui um tempo pode ser melhor do que retirar menos agora”, afirma  Karina Garbes, economista do app Renda Fixa.
FUNDO DE GARANTIA | RENDIMENTO DO TRABALHADOR
  • O FGTS registrou lucro líquido de R$ 12,2 bilhões em 2018, segundo balanço da Caixa
  • Essa grana deverá ser distribuída integralmente entre os trabalhadores que tinham saldo positivo no fundo em 31 de dezembro do ano passado
  • Com o lucro, o rendimento total do FGTS será de 6,18%
Crédito
A Caixa tem até o dia 31 de agosto deste ano para fazer o crédito dos valores nas contas vinculadas
OMO CONFERIR O SALDO
Pessoalmente nas agências da Caixa, com CPF e NIS/PIS
Pelo celular no Aplicativo FGTS
Na internet pelo site www.fgts.gov.br
Por carta cadastrando seu endereço completo no site do FGTS, em uma agência da Caixa ou por telefone
Por SMS ou email cadastrando o celular e o email na Caixa
Mais informações em 0800-7260207
Fontes: Caixa Econômica Federal, Ministério da Economia e advogado Luiz Felipe Pereira Veríssimo, do Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários.
AGORA SP

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.