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Estudo aponta 1 morte e 131 infectados por esporotricose no RN; pesquisadores alertam para crescimento da doença



Um relação à garantia do tratamento. "A esporotricose é tratada com Itraconazol, medicamento relativamente caro para pessoas em vulnerabilidade social. Seu custo médio é de R$ 80 mensais, com um tempo de tratamento que varia de três a seis meses, podendo se estender por um ano”, explica.

Atualmente, o Ministério da Saúde tem fornecido o medicamento para o Departamento de Infectologia da UFRN, que funciona dentro do Hospital Giselda Trigueiro. Mas, para Pipolo, não é possível garantir que o fornecimento desse insumo continue por muito tempo se os casos aumentarem no estado.

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Para os especialistas, a maior dificuldade está no número de animais abandonados. Eles estimam que pelo menos 150 mil felinos estejam pelas ruas, o que dificulta na forma de evitar a proliferação da micose. Até agora, 117 gatos foram diagnosticados com a doença, de 195 amostras enviadas. "O controle da doença está intimamente ligado ao controle dos gatos”, reforçou Eveline Pipolo.

A esporotricose é semelhante a doenças como carcinomas e leishmaniose. Por isso, é recomendado que os tutores, ao perceberem lesões na pele dos animais, os levem imediatamente ao médico veterinário, ou em casos extremos ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município, para que seja feito o diagnóstico.

Os animais com suspeita da doença não devem ser abandonados. Caso o tutor não tenha condições de tratar o animal, ele deve procurar os CCZs. Animais em tratamento devem ficar isolados, geralmente em caixas ou espaços de contenção para evitar espalhar o fungo. A medicação precisa ser administrada via oral, o que, geralmente, acarreta traumas como arranhaduras ou mordidas.

No caso de morte dos animais, não se deve enterrar ou jogar no lixo, pois como algumas espécies de Sporothrix são mais geofílicas, ou seja, têm afinidade pelo solo, elas manterão ativo o ciclo da doença. O correto é a incineração do corpo do animal, de maneira a minimizar a contaminação do meio ambiente. O ambiente onde está ou esteve o animal contaminado também precisa ser desinfetado.

Segundo o Instituto Oswaldo Cruz, 65 pessoas no Brasil entre 1991 e 2015 morreram por causa da esporotricose - 36 só no Rio de Janeiro.

Por G1RN

Estudo aponta 1 morte e 131 infectados por esporotricose no RN; pesquisadores alertam para crescimento da doença Estudo aponta 1 morte e 131 infectados por esporotricose no RN; pesquisadores alertam para crescimento da doença Reviewed by Luiz Lopes on 09:23:00 Rating: 5

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